Publicado por: Dgisas em: Julho 18, 2008
Dois lados, uma decisão.
Duas vertentes, uma razão.
Eu sou meu céu de Ícaro. Aquilo tão desejado, glorioso, mas ao mesmo tempo utópico e distante. Nada mais poético do que ser algo e não saber o que esse algo quer.
Quais são seus desejos, vontades e sonhos? O que ele quer fazer de sua vida nessa vida? Quais são seus planos? Suas metas?
Eu deveria saber tudo isso, eu apenas queria saber. Dá até medo de descobrir o que é e ficar tão vislumbrada e, assim como Ícaro, ter meu suporte de asas derretido pelo sol.
Definitivamente eu quero voar, sentir os ventos batendo no meu rosto, mas tenho que definir em que direção eu devo bater minhas asas, pois sem essa definição, com certeza, vou chegar perto do sol e cair.
No meio dos meus 23 anos eu não sei pra onde ir. Nunca soube, na verdade. Minhas vontades vêm de acordo com as estações do ano, assim que passa uma, outro desejo vem. Estou cansada disso. Quero logo chegar a algum lugar. Saber pra que lutar e lutar por aquilo que eu escolher.
Eu vou caminhando em direção ao penhasco, se eu não definir logo pra onde voar, ou eu bato as asas pra nenhum lugar e corro o risco de chegar perto do sol, ou eu não bato as asas e caio do penhasco.
É uma encruzilhada.
Dois pontos, e só um destino.
Uma decisão, e sempre dois lados.
Soundtrack: Mutantes – Ando meio desligado
Julho 18, 2008 às 7:37 pm
Caminheiro não há caminho! O caminho se faz ao se andar…
Uma hora, do nada, você vai descubrir algum sentido pra tudo.
Um objetivo.
Uma razão.
E senão… basta viver que isso já é de bom tamanho!
Lindo texto!