Eu por mim Mesma

O interior e suas maravilhosas exceções

Publicado por: Dgisas em: Março 11, 2008

     Muitos dizem que no interior encontramos pessoas mais simples, mais humanas, mais receptivas e milhões de adjetivos positivos do que nos grandes centros urbanos.

     Como já vivi em ambos os casos, me vejo no direito de discutir um pouco sobre essa afirmação. Todas as nossas opiniões são influenciadas por experiências vividas no decorrer da vida.

     Pois bem, com certeza a opinião que estou tentando divulgar aqui é completamente influenciada pela experiência de ter vivido praticamente toda minha adolescência no interior, e sendo, na maior parte desse tempo, eu comigo mesma.  

     Escolha minha!?

     Talvez! Minhas idéias nunca bateram muito bem com as pessoas com quem convivia, sempre fui muito “na minha”.

     Mas as coisas têm sempre dois lados. E se, possivelmente,  eu não deixei as pessoas se aproximarem muito, a ponto de chamar alguém de amigo, pode ser também que elas não tenham me dado espaço. Enfim…

     Na capital, apesar de ainda ser “na minha”  encontrei amizades que definitivamente mudaram minha vida e a cada dia tenho mais certeza disso porque apesar de eu não estar morando mais lá não perdi o contato e nenhum amigo mudou comigo.

     Lógico que nem tudo na capital foram flores, pelo contrário, teve gente que se aproximou por interesses, que fez máfias, que me decepcionou, mas pelo menos chamei alguns indivíduos de amigos.

     Pra mim, em uma amizade verdadeira deve haver confiança, companheirismo, os amigos devem fazer questão da presença um do outro, deve dar seu ombro pro outro chorar quando preciso, deve falar certas verdades quando vir que o outro está errado, mas também não deve questionar sempre a decisão do outro, devem ajudar um ao outro, dar carona quando preciso, deixar de dormir pra ficar conversando a noite inteira, andar por horas na madrugada, ligar dizendo que não vai dar pra ir encontrar com você, fazer ligações de madrugadas só pra falar que escutou uma música que fez lembrar do outro, escutar o amigo do outro lado do telefone às 6 da manhã chorando por um amor, saber respeitar… Enfim, N coisas que fazem de uma amizade verdadeira.

     É claro que existem as brigas, como em qualquer tipo de relacionamento humano, normal. Mas acho que o que mais incomoda,  é quando um amigo te decepciona sucessivas vezes. É quando você começa a se questionar que tipo de amizade é essa…

     O que pude perceber, depois que voltei pro interior, é que as pessoas aqui são mais egoístas, não estão nem aí se você tiver passando mal e ter que voltar de ônibus que não te dão carona são menos confiáveis, abrem a boca pro primeiro que passar na esquina pra contar o que você acabou de pedir segredo,  enfim são pessoas que você não pode esperar NADA, pois com certeza irá se decepcionar, porque parece que é um costume do interior as pessoas não terem comprometimento com nada além daquilo que for de seu interesse ou lhes for conveniente, são incapazes de ajudar, de olhar pro lado, de estender a mão!

     É claro que tudo tem suas exceções, e eu graças a Deus, eu consegui conquistar as minhas aqui, dá pra contar nos dedos de uma mão, mas são muito especiais! E essas exceções com certeza podem contar comigo pro que der e vier! Eu demoro muito até chamar uma pessoa de AMIGO, pois sei o peso e a importância que eles têm pra mim.

     Eu sou uma pessoa que necessita de uma boa amizade! Os meus amigos me fazem bem! São essenciais para minha vida!

     Graças a Deus eu tenho as minhas fiéis e eternas amizades na capital.

     Graças a Deus tenho minhas fieis e eternas exceções no interior. 

Soundtrack: Missy Higgins – Secret

4 Respostas para "O interior e suas maravilhosas exceções"

É triste saber que existem “amigos” que tarde ou não te atropelarão. É mais triste ainda saber que você confiou neles! Mas gente assim existe em todo lugar, não somente aqui no interior.
Eu não digo para “confiar desconfiando”, nem para não confiar em ninguém, mas pouquíssimas pessoas são dignas de telefonemas, de segredos, de conversas antes de dormir, ou dos pequenos mimos que existem nas amizades. E essas pouquíssimas é que adoçam um pouco o sabor amargo da realidade. São elas que tornam nossos pequenos momentos especiais. São elas que nos fazem acreditar que todas as quedas valeram a pena.
São os amigos de verdade que colorem nosso dia-a-dia, que não nos deixam ser cinzas.
Não sei o que aconteceu, mas esqueça. Pra não ser hipócrita, não digo que você deve perdoar, porque eu mesmo não o faço. Prefiro esquecer. As máfias, as decepções, as más experiências e, sobretudo, os mafiosos, as laranjas podres, os cinzas. Eles não compensam o martírio. Esqueça também!
Beijo amore!

Até mais tarde!

=*

Neh?!
O Jaum disse tudo…
Eu agradeçoa Deus por ter colocado na minha vida poucas pessoas que eu posso chamar de AMIGOS, por que conhecidos eu tenho demais,mas amigos mesmo de partilhar os meus maiores segredos são pouquissimos. Já me decepcionei, já deixei lá… Tudo é aprendizado.
Bjo bunita
easamaeasdimaisdacontaso

Vc sabe que penso um pouco diferente, talvez porque as minhas experiências com interior / capital sejam bem diferentes das suas e tenho encontrado exceções em cada cidade que moro e em cada fase da vida. Acredito que SER AMIGO seja o mesmo que SER EXCEÇÃO, em qualquer lugar. Não dá pra estipular regras. Então esqueça as regras, e viva as exceções!!!

Bjs

É ogra… penso como vc, pois já morei no interior tb. Passei pouco tempo, mas toda vez que vou lá vejo o mesmo egoísmo, o mesmo disse-me-disse e as mesmas fofocas. Não dou um passo sem que alguém comente, sem que alguém me veja (literalmente) de madrugada pelas gretinhas de uma janela qualquer. Não tenho ninguém por lá para chamar de “amigo”. Aqui tenho pouquíssimas pessoas tb porque a maioria já me decepcionou muito. Enfim… a gente vai seguindo. E ogras unidas jamais serão vencidas!!!!!!!!!!!!!! Amizade de ogra é eterna, né?
Bjão

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