Publicado por: Dgisas em: Junho 8, 2009
Vendo o sol nascer quadrado
De uma outra maneira,
Um outro ponto de vista,
Não é feio, apenas diferente.
Da tatuagem um anjo azul,
Sem vozes ou rosto,
Apenas sombra e suas asas,
Não é triste, apenas diferente.
Novas amizades,
Estranhos conhecidos entre si,
E no meio de tantas incertezas,
A música acaba sendo a única porta
Não dói, é apenas diferente.
São tantas coisas coloridas,
Pra que, então, enxergar só azul?
Sorrisos perdidos há horas parados,
O tempo não passa e as coisas mudam
Mas uma maneira inesperada.
Não é ruim, apenas diferente.
A diferença
É o que faz com que as coisas e tornem mais bonitas.
Soundtrack: Chimarruts – Versos Simples
Publicado por: Dgisas em: Abril 16, 2009

Vi isso em outro blog e não resisti! rsrs
Mto bom!
Soundtrack: Cidade Negra – Firmamento
Publicado por: Dgisas em: Março 30, 2009
Depois de muito tempo sem escrever, volto a esse cantinho particular da minha vidinha pra soltar mais algumas coisas…
Estou quase chegando à conclusão de que eu sou uma pessoa masoquista.
Tenho observado, em uma auto-reflexão dolorosa, que eu me deixo sofrer por muito tempo. Eu não tenho dó de mim. Parece que eu me alimento do meu próprio sofrimento.
Isso tem me parecido muito óbvio, porque, caso contrário, já teria saído dessa minha situação há muito tempo.
Nunca vi alguém suportar tanto “na cara” como tenho suportado ultimamente. O que eu ainda não sei é o motivo. Por que eu sou assim? Por que eu tenho sido assim? Por que eu deixo as pessoas pisarem em mim? Por que eu não consigo, ou não quero sair fora?
São milhões os porquês que estão atormentando minha cabeça esses últimos tempos.
Muitas vezes, e, pra muitas pessoas, o que eu vivo chega à beira do insuportável, então por que eu suporto?
Por muito tempo venho aqui escrevendo meus anseios de mudança seja de formas materiais ou de atitude, mas até agora continuo no mesmo lugar. Então, às vezes, me vem esse desespero de fazer tudo diferente, de ser uma pessoa diferente, mas o que não veio até agora é força. A execução!
Mas eu sinto, no fundo eu sinto, que essa mudança está prestes a chegar, pois antes de uma mudança drástica existe sempre esse momento de tormento e dúvidas…
Só espero que não demore muito.
Soundtrack: Plumb – Blush
Publicado por: Dgisas em: Dezembro 3, 2008
Algumas coisas se perdem com o passar do tempo.
Detalhes que revitalizam o relacionamento; carinhos e afagos ficam só na lembrança e talvez no desejo de se fazerem presentes novamente.
Os beijos que outrora eram tão apaixonados e sedentos de desejo hoje são raros ou talvez até inexistentes. Os corpos, as peles que se atraíam e se procuravam estão cada vez mais distantes. As palavras de carinho e amor deram lugar a palavras de implicância ou por vezes, apenas amizade.
Teria o sentimento mudado?
Teria o amor que une duas pessoas e as fazem se querer, se lembrar, se preocupar, se importar umas com as outras dado lugar a “apenas” uma amizade?
Não sei!
Tudo o que sei é que tudo está diferente, sei, também, que nunca vou ocupar na sua vida um lugar de respeito, um lugar que, na minha opinião, é nada menos que digno.
Só não sei se vou dar conta de lidar com isso!
Nem por muito, nem por pouco tempo…
–
O título desse texto representa, basicamente, tudo o que eu tenho a dizer!
Obrigada por, novamente, me fazer sofrer e, conseqüentemente, perceber que eu ainda tenho um coração e que ele chora e que ele sorri, e que ele sofre agora, mas que, sobretudo, está feliz, muito feliz por existir!
Há muito tempo tenho reparado em mim o muro que se formou, me fechei em meu silêncio, pois, pra mim, é mais fácil sofrer sozinha e me levantar sozinha, porque dessa forma ninguém ira me decifrar, muito menos me devorar. E a cada decepção, desilusão ou a cada momento difícil (que foram muitos) o muro cresce, cada vez mais alto e cada vez mais firme. E chegou a um ponto onde eu não sei mais se eu posso reverter esse processo.
Cada vez mais insensível, distante, dura, intolerante, intransigente, chata, estressada, fechada, calada, que não chora, mas que também não sofre.
Aliás, sofre sim, ainda mais por saber que está insatisfeito e por não ver esperança de mudança a sua frente.
Todas as suas vontades, desejos e sonhos que, na verdade, sempre teve, mas nunca soube organizar e, obviamente, nunca foram realizados.
Tenho medo do que o futuro me reserva, tenho medo de ficar e de não ficar com você. Estranho isso, complexo, eu diria, para um sagitariano, não mais que o normal.
Tenho medo de me perder mais ainda e não saber o caminho de volta.
Sei que estou ausente de mim, mas isso que tenho sentido nesses dias me fez ver, ao menos, uma pontinha de luz no fim do túnel, foi como uma pista para solucionar um caso.
Me deparei com dor, aquele mesma velha e já conhecida dor de 2004. O que não deixa, de certa forma, de ser bom, porque é pra lá, 2004, que eu gostaria de voltar, não para reviver alguma coisa, mas para fazer as coisas diferentes, bem diferentes, e assim mudar o meu hoje.
Por isso eu agradeço.
Obrigada por me lembrar de quem eu era e de me fazer perceber que hoje está, praticamente, tudo errado!
–
O Fio de Cabelo Branco
Não é que estou vivendo a primeira crise por causa de idade na minha vida.
A beira de fazer 24 anos, e ver que ao mesmo tempo em que estou nova demais para ter certas preocupações e certas responsabilidades, começo a ficar velha demais pra levar a vida do jeito que tenho levado desde 2005.
Meu primeiro fio de cabelo branco foi percebido aos meus 23 anos, 11 meses e 25 dias às 5 e 30 da tarde, horário de Brasília.
Não, é claro que eu não esperava por cabelo branco tão cedo, apesar das pessoas da família do meu pai embranqueceram os cabelos ainda bem jovens. Eu, que já não estava muito bem com o fato de que em menos de uma semana estaria fazendo aniversário acabei entrando, de vez, na crise.
Guardei o fio de cabelo na minha carteira, claro, imagino que o 1º fio de cabelo branco, também, a gente nunca esquece.
Procuro não pensar muito nessas coisas, mas está meio que inevitável esses dias, principalmente porque estou às vésperas do tal dia 05/12.
Pensando assim, é claro que vou mudar minha postura diante da vida, tentarei achar o meu caminho, mas sei também que ainda vou cometer muitos erros comigo mesma, mas nesse exato momento, tenho plena convicção de que não posso, nem devo continuar como estou, isso seria além de desperdício de tempo, besteira.
Agora é hora de estabelecer metas concretas e realizáveis para que eu possa encarar os desafios de frente.
Acho que chegou a hora de virar gente grande, e deixar apenas para os momentos propícios a criança tomar conta.
Dia 14, vou ao show da Madonna e vai ser ótimo, pois além da diversão e descontração, vou poder olhar pra ela e ver que enquanto a diva do mundo pop está com rugas eu ainda tenho espinhas.
Cada um com as marcas de suas ignorâncias!
Ouvindo: Madonna – Human Nature
Publicado por: Dgisas em: Setembro 1, 2008
Eu não entendo porque pra mim as coisas tem que ser sempre assim.
O caminho mais longo e difícil.
As decisões erradas.
As escolhas incertas.
Quando é que eu vou aprender a escolher, a aproveitar as oportunidades que me aparecem?
Eu adoraria ter a inteligência de alguns amigos.
Não estou falando da inteligência para números e teste de QI, mas sim, inteligência emocional, saber racionalizar as oportunidades, apaziguar os conflitos internos e externos, saber fazer a melhor escolha.
Ao invés disso eu tenho medo.
Ah, sim, esse é o meu velho companheiro.
O medo me trava em várias situações da vida, e nem mesmo sei a partir de quando eu o conheci. Não que seja ruim sentir medo, o medo é necessário para sentir o gosto da vitória tão esperada, mas quando ele te faz recuar demais é prejudicial.
Tenho medo de muitas coisas, muitas vezes até de conversar com alguém, de fazer uma ligação, de ir até a esquina da minha casa. Medo de perder as pessoas.
Maldita mania de me apegar tão facilmente às pessoas… Acho que isso sim pode ser um agravante ao meu medo.
Eu não quero me apegar a ninguém. Gostaria sim, de apegar mais a mim mesma. Pensar mais em mim, talvez quando eu aprender isso eu comece a conquistar as coisas, as minhas coisas.
Cada vez que me apego a alguém é mais uma corrente presa nos meus pés, é mais uma ancora que não me deixa ir embora. Não quero, quero ser livre para transitar pelas cidades, para viajar entre os países.
Viajar, sair do Brasil, esse é e sempre foi o meu grande sonho, e parece que sempre será só um sonho.
Todos os meus amigos que eu já comentei algo sobre já foram, uma duas ou mais vezes para fora.
Portugal, Estados Unidos, Canadá, Europa, Argentina e etc… Cada vez que eu fico sabendo de mais um amigo indo e eu aqui mais um pedacinho de mim se perde na inveja. Inveja branca, eu não quero ficar no lugar da pessoa, mas sim ir junto. Poder sentir a sensação da experiência, sentir o cheiro de um outro continente, ver os olhares de uma outra cultura.
Quando é que eu vou poder ir? Eu indago sempre…
Tenho as oportunidades, e os caminhos possíveis a percorrer, mas sempre me vem um NÃO na cara, toda e cada vez que eu ouso pedir algum tipo de apoio dos meus pais. Esses sim, talvez sejam os grandes culpados pelo meu insucesso na vida até hoje. Sim, eu os culpo pela maioria das minhas derrotas e a maioria dos meus erros.
Minha mãe é uma, pessoa maravilhosa, fato. Mas que me prende, me sufoca, não me deixa viver as minhas próprias escolhas. De certa forma ela é a culpada por ainda estar aqui, ou melhor, por eu ter voltado, ou melhor, por nunca ter ido. Na mesma hora que me incentiva ela tira todas as minhas vontades de tentar alguma coisa. Na mesma hora que me mostra o doce, o tira da minha boca.
Meu pai, também uma pessoa maravilhosa, fato. Mas não me dá a oportunidade que deu a todos os meus irmãos e ainda o dá. Pra mim é só o dinheiro que sobra, o computador velho e as roupas usadas. Pra mim é só o que sobra é o resto da atenção que é voltada ao trabalho, a si mesmo e aos outros irmãos. A mim só sobra o NÃO que tanto escuto.
Lembro de uma vez, quando criança ainda, estava na 5ª série, eu recebi uma bolsa para estudar informática, minha mãe pra variar negou. Talvez eu tenha perdido a oportunidade da minha vida. Desde então só me lembro das coisas que eu deixei de fazer, ou melhor, que eu comecei a fazer e parei no meio do caminho.
Lembro também de nunca permanecer em uma só escola por mais de três anos. Talvez isso seja o culpado pela minha inquietude.
E foi assim com as aulas de bateria, aulas de violão, com o futebol, com o inglês, com os 4 cursos que fiz apenas os primeiros períodos, foi assim com Belo Horizonte… Começo, empolgo e logo vem o desanimo e em seguida a desistência.
Não agüento mais ser assim!
Não agüento mais deixar as coisas no meio do caminho.
Não agüento mais viver só de sonhos.
Eu quero realiza-los, quero vive-los.
Quero viajar, quero trabalhar.
Quero saber o que eu quero!
Quero sumir de mim!
Soundtrack: Green Day – September Ends
Publicado por: Dgisas em: Agosto 25, 2008
Aquele sentimento de fraqueza se apodera de mim.
MEDO.
Soundtrack: Os impulsos elétricos da minha dor de cabeça.
Publicado por: Dgisas em: Julho 22, 2008
Salvem-se!
Tranquem-se todos.
Fechem-se em suas casas sufocantes.
Isolem-se em seus mundos e não deixe ninguém de fora entrar.
Os de fora são contaminados. Estão diferentes.
Agora tudo mudou!
Obedeçam as autoridades, eles sabem o que estão falando, só eles podem ajudar.
Não, eles só querem nos enganar, mas mesmo assim não vou fazer nada, vou ficar em casa para não me contaminar com o pó cinza e turvo que vem do lado de fora.
E assim vai, e quando menos esperar você vai ver que as coisas não são bem como imagina.
Vai ver que ficar em casa, isolado de todos, vivendo apenas no seu mundo com medo de contrariar algumas regras é o que vai te matar, pois quem está diferente de todos é você.
Várias pessoas preferem dormir com o “inimigo”, quase que invisível, ao invés de sar e procurar outras alternativas para suas vidas regradas a la casa, comida e roupa lavada.
Nem sempre o que achamos seguro é o que vai nos salvar a vida.
Soundtrack: Regina Spektor – Fidelity
Publicado por: Dgisas em: Julho 18, 2008
Dois lados, uma decisão.
Duas vertentes, uma razão.
Eu sou meu céu de Ícaro. Aquilo tão desejado, glorioso, mas ao mesmo tempo utópico e distante. Nada mais poético do que ser algo e não saber o que esse algo quer.
Quais são seus desejos, vontades e sonhos? O que ele quer fazer de sua vida nessa vida? Quais são seus planos? Suas metas?
Eu deveria saber tudo isso, eu apenas queria saber. Dá até medo de descobrir o que é e ficar tão vislumbrada e, assim como Ícaro, ter meu suporte de asas derretido pelo sol.
Definitivamente eu quero voar, sentir os ventos batendo no meu rosto, mas tenho que definir em que direção eu devo bater minhas asas, pois sem essa definição, com certeza, vou chegar perto do sol e cair.
No meio dos meus 23 anos eu não sei pra onde ir. Nunca soube, na verdade. Minhas vontades vêm de acordo com as estações do ano, assim que passa uma, outro desejo vem. Estou cansada disso. Quero logo chegar a algum lugar. Saber pra que lutar e lutar por aquilo que eu escolher.
Eu vou caminhando em direção ao penhasco, se eu não definir logo pra onde voar, ou eu bato as asas pra nenhum lugar e corro o risco de chegar perto do sol, ou eu não bato as asas e caio do penhasco.
É uma encruzilhada.
Dois pontos, e só um destino.
Uma decisão, e sempre dois lados.
Soundtrack: Mutantes – Ando meio desligado
Publicado por: Dgisas em: Junho 25, 2008
Já passei por 4 cursos, de diferentes áreas (sistemas de informação, geografia, administração e agora comunicação social – publicidade e propaganda), dos quais 3 fiz até o 1º período, no último, estou no 3º, digo então que saí da zona de perigo. Será?
Por que áreas tão diferentes, você pensa!
Eu digo, porque uma pessoa tem que ser apenas uma coisa, gostar apenas de uma coisa?
Posso afirmar que encontrei um pedacinho de mim em cada curso, uns mais outros menos, lógico.
O curioso é que no 1º curso não sai exatamente porque quis, aliás, o tempo do 1º ao 2º curso fora bastante conturbado pra mim. Época perdida, costumo dizer. Problemas na família, problemas de dinheiro, problemas do coração. Não tinha estrutura pra nada e ainda não tinha apoio familiar por perto pra me fazer segurar a barra.
Desculpas, você pensa!
Eu digo, pode até ser, mas que a época foi conturbada, ah, isso foi!
Bom, sendo desculpa ou não, um detalhe interessante nessa história é que eu sempre fui bem em todos os cursos, e nunca fui de ficar noites a dentro estudando.
Tomando como base esse último curso que estou fazendo, Comunicação, penso assim, “MEO DEOS, eu não leio nenhum texto, não pego no caderno pra estudar, como eu consigo tirar essas notas ainda?”. Não estou dizendo notas de trabalhos em grupo, e sim de provas. É lógico que eu não tiro “A melhor” nota da sala, mesmo porque eu mal me preocupo com notas, apesar de isso já ter acontecido, mas tiro uma das maiores notas da sala. Eu penso que se eu tirar o suficiente para seguir em frente já está bom, afinal de contas, no mercado as pessoas não vão pegar o meu histórico de notas na faculdade pra ver se tirei as melhores notas da sala para decidir se irão pegar um trabalho comigo ou não… É aquilo que muita gente diz, inclusive professores, “não são as notas que fazem o bom profissional”. Penso, que, sim, um aluno tem que levar a sério o curso, se dedicar e talz… Sendo assim, as notas serão apenas uma consequencia…
Acho que um bom profissional, de qualquer área, vai muito além de notas escritas no papel, ele tem que ter várias característcas positivas e que o mercado pede, também tem de ser integro, honesto, esforçado, pró-ativo, saber trabalhar em grupo e ainda mais, saber aceitar e tirar o melhor proveito de boas idéias, mesmo que essas não sejam as dele, e não pode ser, de jeito nenhum, arrogante, intolerante, ser daqueles que deixa tudo pra amanhã… Enfim… Várias coisas, que não tem nada a ver com notas de faculdade, que fazem com que a pessoa se destaque no seu trabalho.
Enfim…
Agora eu pergunto, voltando nas questões das notas, imagina se eu estudasse?
Hah, não ia ter pra NINGUÉM! rsrs
–
Dias sem fim.
Inicio longo longo
Do dia day by night
Trabalho, descanso, estudo e malho
Malho alho lho
Academia, step, bicicleta, esteira, suor, peso, perna, braço
Alooooongamento
Cimento, chão.
Passos pela cidade
Centro, fumaça, graça, pessoas.
Trabalho cansaço, blábláblá.
Ônibus, faculdade
Tarde. Gente, pensa, escreve e fala. Cabeça.
Ombros joelho e pé.
Joelho e pés.
Cansados.
Volta, casa, ônibus, lotado.
De um lado para o outro.
Gente, gente, muita gente.
Nada!
Vazio e frio.
Abro a porta da casa.
Entro pela cozinha.
Dou boa noite pra cachorrinha e vou.
Aconchego…
Descanso…
Balanço…
E edredom.
Noite…
Copo de leite com Toddy…
Banho…
Cama…
Sonho…
Sonha, fronha, traveisseiro e colchão.
Sountrack: Chico Buarque – Cotidiano
Publicado por: Dgisas em: Abril 29, 2008
Todo o dia, do meu mundo, vejo chegar pessoas e mais pessoas fazendo solicitações e reclamações para que sejam atendidos seus próprios interesses. Fazem essas solicitações dizendo que é para o bem da população local ou até mesmo da nação.
Ora, por que as pessoas são tão caras-de-pau?
Seria muito mais fácil se todos falassem a verdade, tanto para os que pedem, pois esses economizariam alguns minutos de seus dias que usariam para inventar as histórias, quanto pra quem escuta, pois ele não precisaria fingir, por diplomacia, que acredita em tudo o que escuta.
Mas as pessoas, desde muito tempo, são seres políticos, precisam se justificar de qualquer maneira, mesmo que seja através de uma mentira.
Acredito que não tenha nada mais fácil do que debater uma mentira, pois se levar uma verdade na cara, essa verdade, na verdade, será jogada na cara da mentira.
Pois bem, a necessidade pela mentira, quer dizer, pela política é tão grande que fazem algumas pessoas a passar por cima de decepções e humilhações, bem como por alguns princípios e valores comuns da sociedade, para manter um relacionamento amigável que atenderia seus interesses.
Não tem nada mais hipócrita do que a tal da diplomacia (trazendo essa para um âmbito quase que regional), pois para satisfazer os interesses de um ou alguns aperta-se as mãos do inimigo, como se esse fosse o melhor amigo de infância.
Assim é política.
Assim são os seres políticos.
Seres diplomáticos.
Homens.
Ressaca
Sinto gosto de desanimo.
Boca amarga, pior do que cabo de guarda-chuva.
Ressaca de um feriado que tinha tudo para dar certo.
Ressaca de um feriado onde se tinha muita expectativa de várias pessoas, para que fosse um dos melhores de nossas vidas.
Ressaca de frases e atitudes, algumas infundadas outras não, que destroem amizades.
Assim como no mar a ressaca vem forte para destruir alguns sentimentos e trazer muita sujeira a tona. E logo após, trás uma nova fase para a vida.
Sábado quente, domingo mais quente ainda, segunda fervendo e terça um dia lindo e frio e solitário.
Mas o que importa? O gosto amargo, ter dor de cabeça e se preocupar, por que? Se importar com quem, pelo visto, pouco se importa com você?
Afinal de contas, não foi a mim que a frase rebaixou, foi a quem a proferiu!
E são dias iguais aos desse feriado que fazem a gente enxergar quem realmente nos quer por ter e quem nós queremos por perto.
São dias iguais aos desse feriado que você dá muito mais valor às pessoas que realmente se mostram amigos!
Engraçado é que depois das ressacas os dias ficam bem mais bonitos.
Obrigada Senhor, “por mandar” um dia após o outro!!!
Soundtrack: Angélica – Vou de táxi
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